Estamos vivendo um momento no mercado que devemos reconhecer que “somos todos diferentes”! Sendo assim precisamos estar preparados para receber em nossas empresas pessoas com deficiência (PCDs).

Como devemos tratar os deficientes, afinal cada um vive uma realidade e na maioria dos casos não sabemos como agir. Se todos somos diferentes, então como agir e como nos relacionar de maneira afável e educada? Como entender essas diferenças e limitações?

Colocamos algumas dicas simples da melhor maneira de tratar um deficiente que esteja entrando no mercado de trabalho. Ele está assustado tanto quanto nós, mas mesmo assim vamos facilitar esse entrosamento. Pode ser você a receber um colega no departamento que possui uma deficiência, e aí como você deve agir?

Deficiência Visual 

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Identifique-se à pessoa quando aproximar-se, deixando claro que está falando com ela, no caso de alguma dúvida, pergunte, sempre é melhor!
Ofereça seu braço para guiá-la, não a puxe pela mão ou braço, pois isso tira-lhe a possibilidade de acompanhar os movimentos do seu corpo dificultando, assim, a percepção de obstáculos deixando-a insegura.
Quando for sentar-se posicione as mãos da pessoa com deficiência visual sobre o braço ou encosto da cadeira.
Quando for afastar-se comunique a pessoa para que ela saiba que ficará sozinha.
Expressões como “olha” “você é uma pessoa de visão” são utilizadas no cotidiano de todas as pessoas inclusive, de deficientes visuais.
É bom saber que nem sempre as pessoas com deficiência visual necessitam de ajuda para locomover-se.
Descreva através de palavras o ambiente onde ela está entrando, uma sala, com tantas janelas, uma mesa no centro, tantas cadeiras à sua direita, etc.

Deficiência Auditiva

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Fale sempre de frente para a pessoa para que ela possa observar a articulação de seus lábios.
Procure falar com clareza articulando as palavras, mantendo o ritmo normal. Caso a pessoa não entenda, solicitará que você repita pausadamente a informação.
Não utilize recursos como “psiu”, “estalar de dedos” para chamar a atenção de pessoa com deficiência auditiva. Caso seja necessário toque-a no braço. O ato de falar deve ser acompanhado com expressividade, pois a leitura de lábios não identifica sentimentos.
Há alguns deficientes auditivos que não lêem os lábios, a comunicação ficará mais comprometida mas acharemos um meio de comunicação através da escrita, libras, etc.
O importante é termos vontade de nos comunicar até para que ele sinta-se acolhido no novo emprego.

Deficiência Mental

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Seja claro ao transmitir informações, não deixando nada subentendido ou em “entrelinhas”.
Trate-a de acordo com sua idade, evitando um comportamento infantilizado no trato com adolescentes ou adultos com deficiência mental.
Não subestime sua capacidade de aprender.
Não as ignore, trate-as com naturalidade.
Têm grande percepção do meio e de sentimento.
Aprendem com maior dificuldade e por repetição.
São excelentes para trabalhos repetitivos que requerem pouco raciocínio.

Deficiência Física

Cadeirante

Se o seu novo colega usa cadeira de rodas, entenda que a cadeira é parte integrante do espaço corporal dele e deve-se cuidar para não tocá-la sem prévia autorização ou utilizá-la como apoio. No caso de necessidade de ajuda, peça orientação sobre a melhor forma de fazê-lo.
É importante observar a organização dos locais por onde transitam cadeiras de roda, entulhos disposição de móveis, entre outras questões dificultam o acesso.Quando houver a necessidade de auxílio em locais que tenham rampas com inclinação acentuada ou degraus, faça-o com a cadeira em marcha-ré. Este procedimento evitará que a pessoa perca o equilíbrio e sofra uma queda. Quando conversar por um tempo prolongado com pessoa em cadeira de rodas procure sentar-se, para evitar incômodos para ambos.
Cotidianamente usamos palavras e expressões do tipo, “por onde você andava”, caminhar, “vamos nos acomodar”, entre outras. As pessoas com deficiência em cadeira de rodas também as utilizam.
Procure informar-se antecipadamente sobre a acessibilidade dos locais que pretende freqüentar na companhia de pessoa em cadeira de rodas.
Quando não souber o que fazer pergunte ao deficiente, ele o ajudará a ajudá-lo.

Caso você tenha que atuar junto a um deficiente que não seja cadeirante, trate-o como igual pois a deficiência está mais na mobilidade do que no trabalho a ser feito.

 

Outras formas de Inclusão

Veja a todos de forma inclusiva pois todos nós somos diferentes uns dos outros.

Devemos estar sempre atentos a:

Gênero – busca de maior equilíbrio na proporção entre profissionais de ambos os sexos.

Raça e etnia – contra negros e em relação a migrantes nordestinos

Pessoas com deficiência – consideradas apenas pela limitação e não pelo potencial

Crenças e opiniões – respeito aos valores e crenças pessoais e uma postura inclusiva

Idade – a reincorporarão de idosos tem forte repercussão social e permite usufruir os conhecimentos de experiência de trabalho e de vida

Temas específicos – respeito a liberdade de orientação sexual, portadores de HIV, etc.

Todos que tiverem a competência de exercer o trabalho a ser feito não devem ser discriminados por sua cor, idade, crença, deficiência! Todos nós somos diferentes!

“Não podemos contratar somente um braço,uma pessoa inteira vem junto com ele”
Peter Drucker

Diversidade nas empresas