PCD cadeirante

Ainda há muito a se aprender na área de receber o Portador com Deficiência no mercado de trabalho. O número de deficientes que já se encontram preparados para desenvolver um trabalho corporativo vem aumentando mas o mercado ainda está aquém do esperado. Muitas empresas ainda buscam os PCDs somente para cumprir cota, infelizmente.

Os números positivos seguem na educação. O Censo Escolar 2015 registrou que, até o ano passado, 56,6% das escolas públicas do país tinham alunos com deficiência incluídos em turmas regulares. Em 2008, esse percentual era de 31%.

A diretora de políticas de educação especial do Ministério da Educação, Patrícia Raposo, fala na maior qualificação dos docentes, em mudança cultural da sociedade e crescente preocupação das secretarias de Educação em aumentar e fiscalizar espaços adaptados.

Dados do IBGE revelam que 6,2% da população brasileira tem algum tipo de deficiência. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) considerou quatro tipos de deficiências: auditiva, visual, física e intelectual. O levantamento foi divulgado em 2015 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e feito em parceria com o Ministério da Saúde.

Dentre os tipos de deficiência pesquisados, a visual é a mais representativa e atinge 3,6% dos brasileiros, sendo mais comum entre as pessoas com mais de 60 anos (11,5%). O grau intenso ou muito intenso da limitação impossibilita 16% dos deficientes visuais de realizarem atividades habituais como ir à escola, trabalhar e brincar.

O Sul é a região do país com maior proporção de pessoas com deficiência visual (5,4%). A pesquisa mostra que 0,4% são deficientes visuais desde o nascimento e 6,6% usam algum recurso para auxiliar a locomoção, como bengala articulada ou cão guia. Menos de 5% do grupo frequentam serviços de reabilitação.

O estudo mostra também que 1,3% da população tem algum tipo de deficiência física e quase a metade deste total (46,8%) têm grau intenso ou muito intenso de limitações. Somente 18,4% desse grupo frequentam serviço de reabilitação.

Ainda segundo o IBGE, 0,8% da população brasileira tem algum tipo de deficiência intelectual e a maioria (0,5%) já nasceu com as limitações. Do total de pessoas com deficiência intelectual, mais da metade (54,8%) tem grau intenso ou muito intenso de limitação e cerca de 30% frequentam algum serviço de reabilitação em saúde.

As pessoas com deficiência auditiva representam 1,1% da população brasileira e esse tipo de deficiência foi o único que apresentou resultados estatisticamente diferenciados por cor ou raça, sendo mais comum em pessoas brancas (1,4%), do que em negros (0,9%). Cerca de 0,9% dos brasileiros ficou surdo em decorrência de alguma doença ou acidente e 0,2% nasceu surdo. Do total de deficientes auditivos, 21% tem grau intenso ou muito intenso de limitações, que
compromete atividades habituais.

Os percentuais mais elevados de deficiência intelectual, física e auditiva foram encontrados em pessoas sem instrução e em pessoas com o ensino fundamental incompleto. A Pesquisa Nacional de Saúde consultou 64 mil domicílios, em 2013.

Pesquisa com Profissionais de RH

Numa pesquisa realizada com 1459 profissionais de RH foi detectado que um dos dados mais preocupantes, apesar de esperado, é que 86% dos profissionais de RH afirmaram que as empresas contratam os candidatos apenas para cumprir a Lei de Cotas (Lei nº 8.213/91 que obriga empresas com 100 ou mais funcionários a reservar de 2% e 5% de suas vagas para profissionais com deficiência). Esse número já era alto em 2014 (81%), mas cresceu para 86% tanto em 2015 quanto em 2016.

Esse fato leva à uma baixa qualidade durante todo o processo de inclusão, desde a entrevista e a contratação até o desenvolvimento deste profissional na hierarquia da organização. As empresas ainda consideram a contratação de um PCD como um custo e não como um investimento, por isso, muitas vezes, acabam não disponibilizando os recursos, o tempo e os profissionais necessários para um processo de inclusão de qualidade.

PCDCega

Barreiras e preconceitos no processo de inclusão

O preconceito com as pessoas com deficiência no mercado de trabalho ainda existe e também preocupa. Na mesma pesquisa, segundo 49% dos entrevistados, os gestores entrevistam os candidatos, mas apresentam resistência em contratá-los. Focando-se na questão do preconceito após a contratação, 70% dos entrevistados acreditam que as PCDs sofrem preconceito no ambiente de trabalho, seja por colegas, gestores ou clientes.

Ano após ano, as políticas de inclusão procuram eliminar preconceitos, estereótipos e atitudes de gestores, entrevistadores ou colegas de trabalho que desvalorizam o direito das pessoas com deficiência de terem um trabalho de igual importância com os demais trabalhadores sem deficiência. Investir em informações que desmistifiquem tais preconceitos ainda é um ponto fundamental para garantir a existência de um ambiente de trabalho justo e inclusivo para os profissionais com deficiência ou usuários reabilitados pela Previdência Social.

O que nos leva a crer que ainda estamos longe de considerar os candidatos portadores de deficiência, como qualquer outro candidato! Sabemos que cada vez mais os PCDs estão buscando o aprendizado suficiente para competir em base de igualdade com qualquer pessoa sem deficiência, mas as empresas precisam parar de só buscar o cumprimento de cotas. Enquanto isso, somente isso ocorrer, estaremos sempre tendo de ter projetos de qualificação e inclusão no mercado.

Caso você precise de algum projeto de sensibilização na sua empresa para receber os PCDs, entre em contato conosco, pois temos treinamentos comportamentais que farão toda a diferença!

Portador de Deficiência no mercado de trabalho
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